Bullseye!

segunda-feira , 28 fevereiro , 2011

Para quem não sacou, o título do post anterior é uma homenagem ao desenho animado que passa em Os Simpsons, The Itchy and Scratchy Show.

Não que eu seja fã desse desenho dentro do desenho, nem saberia bem o que escrever sobre, pois faz anos que não assisto à família do Homer e muito menos ao programa preferido Bart. Sou admirador é da tradução! Se vê tanta bobagem nessas adaptações do inglês para o português que vale elogiar quando acertam.

Comichão e Coçadinha

segunda-feira , 28 fevereiro , 2011

I

No último domingo assistia à reprise do Café TVCOM originalmente exibido em 05/02/2011, com Tatatá Pimentel, José Antônio Pinheiro Machado, Cláudia Laitano e Luciano Potter.

Pois nunca tinha visto o Potter no programa, creio que foi seu debute. Esse menino está ganhando cada vez mais espaço nos veículos da RBS. Acho que ele começou no rádio, mas não lembro bem quando o vi pela primeira vez na tevê. Possivelmente naquele programa que apresentava com a Rodaika nas tardes da TVCOM, o Papo Clip. De qualquer forma, sempre trabalhou com o público jovem. Até que foi enviado para a África do Sul / Copa do Mundo e depois para Abu Dhabi / Mundial Interclubes para participar da cobertura esportiva da RBS e escrever uns textículos espirituosos na Zero Hora. Revelou-se bom de letra, surpreendendo aos leitores e colegas. Então ganhou o direito de participar de programas para quem, além ver ou ouvir, sabe ler, como o Café TVCOM.

Pena que que ele passou o programa inteiro dando uma coçadinha no saco. Como os debatedores sentam em torno de uma mesa, e não na bancada fechada de um estúdio, dá para ver todo mundo da cintura para cima e da cintura baixo: as pernas da mesa, das pessoas e um pouco além. Então o desavisado telespectador pôde espiar constrangido as mão boba do Potter no próprio púbis. Coçava e pegava no microfone.

Que a Tânia Carvalho não tenha visto tamanha deselegância!

Comprovem aqui.

II

Mesmo com a mão no saco, o Potter é uma boa aquisição para programa. Se o propósito é trazer um debatedor mais jovem para acrescentar um olhar diferente ao bate-papo, já podem aposentar o Theddy Corrêa.

Antes uma coçadinha que um chato.

Superpop com o pé na cozinha

quarta-feira , 16 fevereiro , 2011

I

Sei que o título (e o restante do post) está bastante politicamente incorreto, mas foi esta sensação que tive com ao ver a Gilmelândia no lugar da Luciana. E não devo esconder meus sentimentos dos dois leitores deste blog.

Pois de fato a baiana virou interina da branquela. E, como já havia dito, entre uma zapeada e outra após as dez, foi inevitável cruzar com o Superpop e Núbia Óliiver. Tinha também aquela outra siliconada e aquele outro cantor de múltiplos bíceps à mostra.

Mudou a imperatriz, mas os súditos continuaram os mesmos. A diferença é que agora está tudo em casa, ou na cozinha, para ser mais exato. Não é a patroa que sai de seus aposentos para conversar com a criadagem, quem comanda o show é a cozinheira.

II

Reparei também que a Gil (melândia, não custa frisar) lembra a Narcisa Tamborindeguy. Devem ter sido separadas na maternidade, depois uma foi para o Copacabana Palace e a outra para Salvador.

Imagino quem não terá parido as duas. Devem ter saído de uma batedeira elétrica de boca larga.

Artista Ipsilone

quinta-feira , 27 janeiro , 2011

Sofro um pouco para redigir este blog pois nunca posso escrever o nome de um (pretenso) ator ou (sub) celebridade sem antes usar meus óculos. Por que esse povo artista não pode se chamar simplesmente João da Silva? Caso aconteça um inesperado surto de humildade, vão colocar um ipsilone no meio para me complicar a vida: Sylva.

Agora mesmo estava pensando em dizer alguma coisa sobre aquela atriz cor de cenoura de Insensato Coração, a Deborah Secco. Entenderam porque surgiu o assunto: não é DÉBORA SECO. É sem acento, mesmo sendo sendo um proparoxítona, tem um agá à toa e ainda um cê de graça.

Deveriam contratar um Professor Pasquale para fazer o casting. Quem quiser deixar de ser figurante e ter o direito de aparecer nos créditos de abertura das novelas não pode ter letra sobrando, nem  ipsilone e muito menos doble-vê!

Estômago de mãe não se engana

sábado , 8 janeiro , 2011

Em Passione, a úlcera da Dona Candê (Vera Holtz) sempre dói quando o seu filho Fred (Reynaldo Gianecchini) vai aprontar alguma. A lesão dela funciona como as juntas que predizem a chuva, o que não é sugestão, nem folclore. É explicado pela variação da pressão atmosférica.

Voltando à úlcera, é mais um mistério que será revelado nos últimos capítulos: o polvo Paul não foi pro céu; foi para o estômago da Dona Maria Candelária Lobato. Tudo cientificamente explicável pelo Silvio de Abreu.

Gilmelândia à Vera

sábado , 8 janeiro , 2011

A Gil é uma espécie de subcelebridade baiana, ou subproduto do axé. De uns tempos pra cá, reparei  que a moça vinha sendo chamada de Gilmelândia. Achei que fosse uma piada que colou, talvez inventada por alguém do Pânico. Ledo e ivo engano. Esse é o nome dela de batismo – Gilmelândia Palmeira dos Santos. Gil é apelido. Conta que teve mudar de nome porque até o Caetano a confundia com o ex-ministro.

Fiquei sabendo de tudo isto através de um pequena entrevista publicada na Veja (nº 2198 – 05/01/2011). E que tem também um irmão chamado Celsius e outro Angstrom. Ri um bocado. Eu posso. Já que meu nome também não é muito trivial, tenho o direito inato de poder me divertir com outras vítimas de pais com uma criatividade mal orientada.

Agora em fevereiro ela assume o Superpop, pois a mulher do patrão sai de licença para parir o irmãozinho do filho do Mick. Espero que a Gil seja ela mesma, bem espotânea e divertida. Agora se tentar clonar o estilo da Luciana Gimenez vai ser um desastre. Para honar o próprio nome, não deve se levar muito a sério. 

De bônus, vamos  nos ver livres da titular por uns tempos. Depois das 22h qualquer um que resolve dar uma zapeada acaba topando com ela. E dá-lhe Thammy Gretchen, Núbia Óliiver, Angela Bismarchi e cia. Só concorre com a “A Fazenda” no quesito maior concentração de subcelebridades por metro quadrado. Outra razão para a Gilmelândia dar certo por lá. Vai estar com seus pares. Porque a mulher do patrão se acha uma subsuperior.

Cuidado com o Silvio de Abreu!

quarta-feira , 5 janeiro , 2011

Normalmente  passo os olhos nas manchetes de capa dessas revistas de fofoca. Já dá para ficar por dentro do que andam especulando sobre o futuro dos folhetins. Faz alguns dias uma dessas publicações dizia que Bete Gouveia (Fernanda Montenegro) seria a mentora por traz do Fred (Reynaldo Gianecchini) em Passione. Fiquei tão interessado que, suprema deselegância, li a matéria ali de pé na banca e não comprei a revista.

É uma hipótese implausível, mas não improvável, tratando-se do Silvio de Abreu, pois o autor já nos presenteou com semelhante disparate em Belíssima. Na ocasião, André Santana (Marcello Antonhy) era o o grande ordinário e Bia Falcão (Fernanda Montenegro) sua antagonista. Os dois foram retratados a novela inteira como inimigos, ela sempre acusando-o de ser um arrivista querendo se aproveitar da fortuna da neta Júlia Assumpção (Glória Pires) – não é o mesmo caso da mãe e da irmã de Totó (Tony Ramos) em relação a Clara (Mariana Ximenes)? – para, no último instante, Silvio de Abreu, com sua varinha de condão, e fazendo pouco da inteligência do público, revelar que Bia era a mente criminosa por traz de André.

Agora em Passione novamente o autor já deu provas de suas capacidades sobrenaturais. Fez de Clara ficar boazinha durante meses para depois revelar que tudo era uma grande armação. Claro que nenhum de nós acreditou no arrepedimento da vilã, o problema é que o autor, ao não dar pistas das reais intenções por traz da mudança da personagem, fez os telelepectadores de idiotas e não cúmplices da história.

Por isso também não se espante, se os boatos de que Totó (Tony Ramos) fojou a própria morte se confirmem. Em Belíssima, com o consentimento de Silvio de Abreu, Bia também utilizou-se deste expediente.

Logo, aguardem muitas surpresas no final de Passione, entretanto nada verossímeis. Totó pode estar vivo e escondido na Toscana confabulando com Saulo (Werner Schünemann) o melhor jeito de fazer o púbico de bobo. Sim, porque aquela história de que a casa dos Mattoli foi incendiada pela Máfia também não colou. Foi tudo armação do Totó.

Seriados de Verão

segunda-feira , 3 janeiro , 2011

Nesta segunda-feira, 03/01/2011, começa a temporada de seriados americanos na madrugada global. Primeiro teremos a 7ª temporada de 24 Horas. Depois deve vir a 6ª e última de Lost. Com um pouco de sorte ainda vamos assistir à continução de Prison Break, exibida no verão passado, mas é pouco provável. Esta só entrou na programação há um ano atrás porque não teve Jack Bauer.

É a única chance de vermos os seriados estrangeiros na programação da Globo. E de madrugada, após o Jornal da Globo, apenas durante dois meses no ano. Nos outros, só temos a animação American Dad, aos sábados, também de madrugada, após o Altas Horas. É a medida de quanto a emissora prestigia as produções americanas que tanto sucesso fazem na TV paga.

Nem sempre foi assim. Lembro que ver Casal 20 e Magnum em horário nobre nos anos 80. Ou Manimal sábado à tarde. Ainda tivemos uma outra boa leva de seriados, já no final dos 80, início dos 90, com MacGyver, Barrados no Baile, Alf, Os Simpsons  e Família Dinossauro. Não  falei dos 70, certamente o auge dos enlatados, porque a minha terna idade na época não me permitiu guardar muitas lembranças.  

Depois disso, não recordo de mais nada de significativo passando na Globo. Creio que com a chegada da TV paga ao Brasil na primeira metade dos anos 90 a emissora desisitiu de exibir seriados americanos em TV aberta. Ela mesma já investindo do setor de TV por assinatura como acionista da NET, consciente ou inconscientemente, anteviu que o lugar das séries seria nos canais pagos.

Há o lado bom, pois temos uma emissora capaz de produzir 80 ou 90% de sua programação localmente e com alta qualidade, sem depender de produções estrangeiras.

Mas também reflete o quanto a Globo perdeu o bonde da história. Nos anos 00 a TV por assinatura se consolidou, as séries americanas ganharam qualidade, reconhecimento da crítica e explodiram no Brasil e no mundo. Outros canais abertos como o SBT, a Record e a Band, perceberam que poderiam arrancar uns pontinhos no IBOPE às custas dos seriados. A Vênus Platinada não se preocupou com isso. É uma pena. Quem não gostaria de ver um bom seriado no lugar de fórnulas já esgotadas como Zorra Total ou Malhação?

Um Homem de Pijamas

segunda-feira , 3 janeiro , 2011

Para compensar a metrossexualisse do Diogo citada no outro post, venho agora falar sobre um vero maschio em Passione, o Berilo. É homem porque dá conta de duas. É homem porque não as trai. É homem porque usa pijamas.

Só um homem cioso de sua masculinidade usa pijamas. Não camisetas de malha e calças de elástico, mas pijamas de verdade: camisas abotoadas e calças largas com braguilha e cordão. Desses que seu avô ainda usa. Porque no tempo dele um homem se vestia com dignidade até para dormir. Um tempo em que não se saía à rua de cabeça descoberta nem se deitava com roupas de baixo. Por isso se podia confiar no fio do bigode de um homem desses. Porque nem dormindo perdia o brio. Por isso que Berilo, acreditem, ama profundamente a Jéssica e a Agostina. Nunca duvide da palavra de um homem de pijamas.

Pequeno Compêndio Não Autorizado de Impropérios em Passionês

segunda-feira , 3 janeiro , 2011

Em homenagem à morte de Totó em 27/12/2010, o italiano com melhor domínio da própria língua materna em Passione, segue meu Pequeno Compêndio Não Autorizado de Impropérios em Passionês:

bischero – idiota
biscia – serpente
canaglia – canalha
ciarlatano – charlatão
disgraziato – desgraçado
farabutto – patife, canalha
ficcanaso – intrometido
imbroglione – trapaceiro, golspista
mala femmina – prostituta, mulher sem caráter
maledetto – maldito
pazzo – louco
puzzone – fedido
scemo – imbecil
schifoso – indecente, vergonhoso, nojento
svergognato – sem-vergonha
mignotta – prostituta
troia – prostituta

Se eu ouvir mais alguma barbaridade neste últimos capítulos, atualizo a lista. Só não vou colocar coisas que prescindem de um dicionário para serem entendidas como figlo di puttana ou ordinario. Não posso fazer pouco da fluência em insultês dos meus dois leitores.